Primeiro-Ministro da Hungria: Desistir da energia russa derrubaria a economia húngara

O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán disse na sexta-feira que seu país continuaria a comprar petróleo e gás natural da Rússia, apesar das demandas do presidente dos EUA Donald Trump, para cortar a cooperação com Moscou. Eu disse ao presidente dos EUA que, se a Hungria for cortada do petróleo russo e do gás, imediatamente, dentro de um minuto, a economia [...]
Eu disse ao presidente dos EUA que, se a Hungria for cortada do petróleo e do gás russos, imediatamente, dentro de um minuto, a economia da Hungria cairá em 4%, disse o Orbán durante uma entrevista para a televisão estatal húngara, informou o AP.
Isso seria catastrófico, nossa economia cairia”, acrescentou.
A Hungria é um dos poucos países da Europa que ainda compra energia da Rússia desde o início da guerra na Ucrânia em fevereiro de 2022.
Trump tinha pedido este mês que todos os Estados-Membros da OTAN, incluindo a Hungria, parassem as compras de petróleo da Rússia, argumentando que a guerra poderia ser terminada se as importações de energia russas fossem proibidas.
O Primeiro-Ministro húngaro afirmou que não é necessário debater as importações de energia da Hungria.
É claro o que é do interesse da Hungria e agiremos de acordo com este”, disse ele.
Orbán também salientou que a Hungria é um país soberano e não precisa de aceitar os argumentos ou interesses de outros.
Embora a União Europeia esteja a tentar afastar os Estados‐Membros da energia russa, os funcionários húngaros afirmam que as posições geográficas e a falta de infra‐estruturas dificultam a transição para fontes alternativas do Ocidente.
No entanto, outros países da região, como a República Checa, que também não tem acesso ao mar, conseguiram proibir totalmente a compra de petróleo russo desde o início da guerra.
A Eslováquia, vizinha da Hungria, continua a comprar energia à Rússia.












