Grupos criminosos dos Balcãs estão expandindo o papel da África Ocidental no comércio de cocaína, diz um relatório

Grupos criminosos dos Balcãs Ocidentais, que estão entre os principais traficantes de cocaína na Europa, estão consolidando sua presença na África Ocidental, transformando a região em uma ligação cada vez mais importante para a rota de contrabando da América Latina para a União Europeia, diz um novo relatório. Aumento da demanda por [...]
O aumento da procura de cocaína na Europa, juntamente com o aumento dos controlos nas rotas directas da América Latina e a expansão considerável dos portos marítimos na África Ocidental, levou os contrabandistas durante vários anos a aumentar o tráfego através do Senegal, Serra Leoas, Gâmbias, Guiné-Bissaut e Cabo Verde.
Mas o impacto das redes de língua albanesa e eslava na região até agora tem sido pouco compreendido.
Pesquisadores da Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional (GI-TOC), no relatório divulgado nesta terça-feira, disseram que esses grupos cresceram em destaque na importância global e já estão entre as maiores redes criminosas no comércio de cocaína na Europa.
Eles têm explorado alianças na região com grupos criminosos holandeses, e especialmente com a organização brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC), para aprofundar o controle sobre a cadeia de suprimentos.
A liberação entre grupos dos Balcãs Ocidentais e do PCC é provavelmente a parceria mais importante atualmente para a introdução de cocaína na Europa”, disse Sasa Djirdjevic, um dos principais autores e analista do GI-TOC.
O relatório, em parte apoiado pelo Governo britânico, sublinha que é necessária uma maior cooperação interccircular entre as agências de direito, as autoridades dos portais e outros intervenientes para combater estas rotas cada vez mais alargadas da droga.
Além disso, apela a uma recolha de dados mais ampla e a um melhor objectivo dos mediadores neste comércio.
“Estes grupos estão entre os mais sofisticados do mundo. Eles não são jogadores periféricos”, disse Lucia Birdy-Beniz de Lugo, diretora do Observatório de Economia Legal na África Ocidental perto do GI-TOC.
Estes principais actores globais estão ligados à violência na Europa e, à medida que as redes criminosas mais e mais sofisticadas e violentas se infiltram na África Ocidental, isso representa sérios riscos para a estabilidade e a segurança”, informa a REL, Periscópio












