Vrajolli: Interesse Estratégico da NATO para fazer parte dela reduziria os custos nos Balcãs Ocidentais

O diretor executivo do Centro Kosovar de Estudos de Segurança (QKSS), Mentor Vrajolli, disse que a adesão do Kosovo à OTAN seria um grande interesse estratégico na aliança, pois reduziria os custos de segurança nos Balcãs Ocidentais e ofereceria novos recursos úteis aos Estados-Membros. Vrajolli em entrevista para [...]
O diretor executivo do Centro Kosovar de Estudos de Segurança (QKSS), Mentor Vrajolli, disse que a adesão do Kosovo à OTAN seria um grande interesse estratégico na aliança, pois reduziria os custos de segurança nos Balcãs Ocidentais e ofereceria novos recursos úteis aos Estados-Membros.
Vrajolli em uma entrevista para a Economia Online disse que Kosovo está desenvolvendo um exército moderno com capacidades treinadas nas mais prestigiadas academias internacionais, o que, segundo ele, torna-o um trunfo para a aliança em um momento em que a incerteza global está no seu auge.
É do maior interesse da NATO que o Kosovo faça parte dela, porque reduz a necessidade de investir em segurança nos Balcãs Ocidentais e, de alguma forma, permite que estes recursos sejam utilizados noutros países. Os recursos do Kosovo são provavelmente também úteis porque o Kosovo está a criar um exército extremamente moderno de pessoas treinadas nas melhores academias do mundo. Talvez isso também pudesse ter contribuído para as necessidades da aliança. Estamos em um período em que a incerteza global está no seu auge, então esse número de soldados que o Kosovo está construindo, talvez até mesmo o número de interesse na coalizão”, disse Vrajolli.
Ele estimou que a evolução no setor da defesa aponta para um claro progresso no Kosovo, especialmente através do apoio dos EUA.
O que se vê recentemente é que o Kosovo, no entanto, está a ter uma cooperação talvez mais directa no sector da defesa do que no ano passado. É agora visto com este contingente de equipamento militar, que o Kosovo recebeu dos EUA, pelo que se nota claramente que o Kosovo está a fazer progressos no desenvolvimento do sector da defesa”, afirmou.
Por falar na perspectiva da adesão da NATO, Vrajolli considera que o processo não depende apenas do Kosovo, mas também do apoio às principais potências da aliança.
Quanto à adesão do Kosovo à NATO, esta questão não depende apenas do Kosovo. A questão depende também do apoio que o Kosovo recebe dos Estados da NATO, especialmente dos EUA. Agora parece-me que alguma forma dos EUA criou rivalidades tanto com a UE como com os Estados europeus em geral, pelo que talvez devêssemos ter um forte apoio dos principais Estados da Europa, neste caso a Grã-Bretanha, França, Itália e Alemanha, que convencerá estes não-reconhecimentos a abster-se, pelo menos, na medida em que a exigência do Kosovo de ser membro da NATO<1>.
Vrajolli também citou o caso da Suécia como um exemplo de como podem ser alcançados compromissos na NATO quando há vontade por parte de poderes fundamentais.
O “é especialmente notado no caso da Suécia que a OTAN pode encontrar um compromisso se houver pressão dos principais Estados da OTAN que, mesmo quando se pensa que um Estado pode ser incapaz de se tornar parte da OTAN. O veto da Turquia sobre a Suécia tem sido extremamente poderoso, e a mudança de atitudes turcas mostra que, no entanto, a OTAN poderia encontrar formas de chegar a consenso para superar um desafio”, disse Vrajolli./Periscopi/












