Republika Srpska, Dodik desafia a Bósnia com referendo

A Assembleia Republika Srpska (RS) realizará em 22 de agosto uma sessão extraordinária, com o tema principal do acórdão do Tribunal da Bósnia e Herzegovina sobre Milorad Dodik. Dodik foi condenado a um ano de prisão, mas pagou a pena por cerca de 18 mil euros. Além disso, ele foi condenado a seis [...]
Dodik foi condenado a um ano de prisão, mas pagou a pena por cerca de 18 mil euros. Além disso, foi sentenciado a seis anos de proibição de exercer cargo público na decisão que tomou a Comissão Central de Eleições (KQZ) A Bósnia e Herzegovina não tratou do mandato de presidente do RS.
Depois que os deputados entraram no Salão de Assembléias do RS, os serviços informaram que uma chamada anônima para uma bomba implantada tinha sido aceita. Foram todos evacuados do edifício e espera-se que a polícia realize a busca.
A sessão continuará às 11:30, disse o secretário Bojan Bosanic aos repórteres da Assembleia.
A sessão também considerará alterações na Lei de Referendos, que estão sob procedimento acelerado. De acordo com a proposta, a Assembleia poderia formar comissões especiais para o referendo propriamente dito, enquanto a lei entraria em vigor imediatamente após a adoção de qualquer coisa incomum para os procedimentos legais.
Se as alterações forem adoptadas, espera-se que os deputados votem a favor da realização de um referendo através do qual os cidadãos possam exprimir a sua posição sobre as decisões do Tribunal e da CEC, com as quais Dodik recebeu um mandato.
A coligação dominante propôs que o referendo fosse realizado em 18 de Outubro ou 25 de Outubro, mas até ao início da sessão, não tinha sido clarificado como seria formulada a questão do referendo.
A Constituição bósnia não prevê um nível mais baixo de poder, como a etnia, para anunciar referendos para decisões de instituições estatais, que questionam a legalidade de todo o processo.
A agenda também inclui os próximos passos <x0 das instituições do RS”, bem como a adoção formal da demissão do primeiro-ministro Radovan Viskovic. Desta forma, a entidade ficaria sem presidente e sem primeiro-ministro.
Dodik foi condenado por ignorar as decisões do Alto Representante Internacional na Bósnia e Herzegovina, incumbido de implementar o Acordo de Paz de Dayton.
Na qualidade de presidente do RS, tinha assinado leis que previam a não execução das decisões do Tribunal Constitucional da Bósnia e do Gabinete do Alto Representante em território de entidade. Estas leis foram canceladas publicamente pelo Alto Representante Christian Schmidt.
A defesa de Dodik interpôs recurso para o Tribunal Constitucional da Bósnia, enquanto o CEC é obrigado, por lei, a anunciar eleições antecipadas para o presidente do RS no prazo de 90 dias. / REL/












