Porque é que o Kosovo foi deixado de fora do Acordo de Dayton?

O 30.o aniversário do Acordo de Paz para a Bósnia e Herzegovina, conhecido como Acordo de Dayton, foi discutido ontem à noite, e por que razão o Kosovo foi excluído. O jornalista Melazim Koci disse que foi muita sorte que o Kosovo não tenha estado presente, nem foi incluído na conferência de Dayton. Naquele momento, segundo o jornalista [...]
O jornalista Melazim Koci disse que foi muita sorte que o Kosovo não tenha estado presente, nem foi incluído na conferência de Dayton.
Na altura, segundo o jornalista, uma grande decepção dominou a razão pela qual o Kosovo foi deixado de fora. Mas, essa decepção, diz Koci, não havia lugar, porque, segundo ele, o máximo que o país poderia beneficiar seria uma entidade dentro da Sérvia.
Lembro-me que houve uma desilusão quando o acordo de Dayton foi alcançado e o Kosovo foi deixado de fora. Mas essa decepção não teve lugar porque a situação real no Kosovo tem sido diferente, tem sido geralmente ocupada. O máximo que o Kosovo poderia ganhar na altura se entrasse em Dayton seria uma entidade como a Bósnia na Sérvia. Então eu acho que foi uma circunstância favorável que nós não estivemos presentes em Dayton”, Koci disse, em “Rubikon” em Klan Kosova, transmissão Periscópio
Por outro lado, o historiador Lulzim Nica, salientou que a teimosia do ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic para que o Kosovo não faça parte de Dayton se transformou em bumerangue.
Nesta disputa, até mesmo a própria história mais tarde prova que talvez a ausência e teimosia de Milosevic, para que o Kosovo não faça parte de Dayton, se vingou do próprio Milosevic. As circunstâncias internacionais posteriores e o estabelecimento do estado do Kosovo, nas circunstâncias de uma Rússia fraca, foram uma bomba atômica para os interesses eslavos, especialmente o local russo nos Balcãs. Foi uma hora histórica para os albaneses”, disse Nica.
O opinista Ngjemman paçarizi acrescentou mais sobre ignorar o Kosovo na conferência de Dayton. Segundo ele, havia outras interpretações dentro do país de que isso se devia à recusa da classe então política em participar das eleições da Sérvia.
O não envolvimento do Kosovo em Dayton foi, na altura, confrontado com desespero, sobretudo com grande desespero da maioria das pessoas, e foi interpretado como uma negligência do Kosovo por aliados internacionais que tinham sido muito investidos. Foi mesmo interpretado que tal negligência foi o resultado da rejeição da então classe política do Kosovo, liderada por Ibrahim Rugova para participar nas eleições da Sérvia porque ele foi obrigado a participar na democratização da Sérvia”, disse Pacarizi.
Paris salientou também que o Kosovo tinha beneficiado desta situação depois de os Estados Unidos terem decidido tomar conta dela eventualmente para deixar a Sérvia.
Enquanto o historiador Azdren Shala, em termos da posição do Kosovo depois de ser deixado de fora do acordo de Dayton, disse que era o destino que os albaneses foram impotentes para lutar.
O melhor dos albaneses como os mais fracos, os mais impotentes dos Balcãs para combater a guerra, o menos pacífico é que os internacionais quando chegam aqui com o acordo termo negociações, mas não negociam connosco. Eles relatam”, disse Shala. /Periscópio












