Chocolate: Se você não ganhar 61 mandatos, o primeiro partido só ganhou o direito de iniciar negociações com outros.

Eugen Cakoli, do Instituto Democrático do Kosovo, reagiu ao discurso político após as eleições, salientando que, num sistema parlamentar como o do Kosovo, o resultado eleitoral não é suficiente para governar sem a construção da maioria parlamentar. Segundo ele, ser o primeiro partido nas eleições é importante, mas não significa [...]
Eugen Cakoli, do Instituto Democrático do Kosovo, reagiu ao discurso político após as eleições, salientando que, num sistema parlamentar como o do Kosovo, o resultado eleitoral não é suficiente para governar sem a construção da maioria parlamentar.
Segundo ele, ser o primeiro partido nas eleições é importante, mas não significa automaticamente ganhar eleições ou governar.
“Como o primeiro a aparecer na eleição não significa que você ganhe as eleições,” escreve Calcoli.
“Se você não ganhar 61 mandatos, o primeiro partido só ganhou o direito de iniciar negociações com outros,” ele enfatiza.
Cakoli salienta que, no sistema parlamentar, as instituições só podem ser formadas se for alcançada uma maioria necessária, ao mesmo tempo que para construí-la requer compromisso entre os partidos políticos.
Ele também lembra que nem o lucro de 50% +1 dos votos garante a maioria na Assembleia do Kosovo, devido à forma como os mandatos são distribuídos.
Em sua mensagem, Calcol também critica tendências de pressão de deputados que podem ter atitudes diferentes:
“na democracia, o voto do deputado não foi imposto. Nem é forçado pela retórica, nem com rótulos, links ou pressão pública sobre aqueles que pensam o contrário,”, ele escreve.
Segundo ele, o fracasso de qualquer candidato a cargos do Estado não está ligado a nomes ou biografias pessoais, mas à falta de apoio necessário na Assembleia.
Em conclusão, Cakoli salienta que, se não há vontade de compromisso na construção de um acordo político que garanta a maioria parlamentar, então a culpa pelo bloqueio recai sobre aqueles que se recusam a aceitar a realidade política.
Postagem completa:












