Chefe de Dimal Basha: Mesmo que ele fosse eleito presidente do Parlamento, ele não poderia se tornar um U.D.

O ex-juiz do Tribunal Constitucional, Kadri Kryeziu, comentou sobre recentes debates sobre o mandato do presidente do Kosovo, chamando a ideia de que o Presidente do Parlamento, neste caso o deputado Dimal Basha, caso fosse eleito presidente do Parlamento, se tornaria automaticamente oficial de funções do presidente após o fim do mandato de Vjosa Osman. [...]
Segundo ele, a Constituição do Kosovo não prevê essa transição automática de competências.
Mesmo que Basha fosse eleito Presidente do Parlamento, ele não poderia se tornar o conselheiro de tarefas do presidente baseado apenas nessa posição, Kryeziu salientou.
Ele lembrou que a Constituição (Nen 90) regula apenas o caso quando o presidente pode temporariamente não exercer o cargo, e depois as funções são aprovadas apenas por um decreto presidencial ou por um voto de dois terços dos deputados. Mas, segundo ele, a Constituição permanece em silêncio nos casos em que o presidente renuncia, expira seu mandato ou muda sua vida sem que seu sucessor seja eleito.
Neste contexto, Kryeziu advertiu que no dia 7 de abril de 2026, quando o mandato do presidente Vjosa Osmani expirar, o Kosovo poderia enfrentar uma situação extraordinária -- o país teria um governo em funções, mas nem uma Assembleia funcional, nem um presidente, nem um gerente de tarefas.
A distribuição da Assembleia deixa de existir mesmo o mandato do Presidente do Parlamento. Depois dessa data, Dimal Basha, ou qualquer outro que possa ter sido Presidente do Parlamento, não é mais um funcionário público, mas cidadão comum”, enfatizou.
Kryeziu descreveu esse vazio jurídico como um grande problema para o Estado e disse que a solução está em mudar a Lei para Presidente da República, onde o sucesso deve ser claramente determinado nos casos em que o cargo do presidente permanece vago.
Esta mudança jurídica é um interesse obrigatório e enorme do Estado. O Estado não ousa ser improvisado ou experimentando”, concluiu o ex-juiz do Tribunal Constitucional. /Periscópio/












