Nenad Rassic: Eleições em meados de dezembro ou início de fevereiro podem ser realizadas

O vice-chefe da Assembleia do Kosovo e o líder do Partido da Liberdade, Justiça e Sobrevivência, Nenad Rassic, falou das eleições locais, da intervenção da Sérvia através da Lista Sérvia e da situação política no Kosovo, incluindo a possibilidade de novas eleições. Ele salientou que a Sérvia usa todos os mecanismos estatais para exercer pressão sobre os sérvios [...]
Rassic disse que seu partido participou de seis municípios em eleições locais e que, apesar das pressões, conseguiu ter representantes em assembleias municipais.
Tivemos candidatos para prefeitos em seis municípios, e estaremos presentes em tudo. Esta é a primeira vez que saímos desta forma em North”, disse Rassic.
Segundo ele, a campanha tem sido difícil devido às contínuas intervenções e ameaças, que, segundo ele, provêm de estruturas ligadas a Belgrado.
Kosovo “Os sérvios estão ligados a Belgrado de muitos aspectos culturais, religiosos, de saúde. Mas Vuchy, como um ditador, abusa destas relações. Ele usa a câmera estatal, a câmera preta, através de finanças, chantagem e violência física contra pessoas que não obedecem”, ele declarou o Telegraph.
Rassic acrescentou que muitos cidadãos sérvios no Kosovo enfrentam medos, ameaças e param na fronteira se não fazem parte da Lista Sérvia. Ele indicou que os membros da família passaram por tais proscrições.
O meu filho, que estuda na Sérvia, tem sempre quatro horas na fronteira. A minha mulher também parou. Esta é uma luta psicológica que vem acontecendo há anos”, disse Rassic.
Criticou também a falta de resposta das instituições internacionais no Kosovo a estes casos, salientando que muitas vezes a ajuda e o apoio se concentram apenas na lista sérvia.
Infelizmente, nem mesmo a comunidade internacional apoia firmemente a diversificação dos partidos sérvios no Kosovo. Eles se encontram com a maioria e muitas vezes negligenciam os problemas que temos em”, disse ele.
Na segunda parte da entrevista, Rassic falou da sua posição de vice-chefe do Parlamento do Kosovo, afirmando que não espera que o Tribunal Constitucional declare a sua eleição injusta.
Tenho 95 por cento de certeza que não haverá nenhuma medida administrativa contra a minha escolha. Não há violações da Constituição”, ressaltou.
Quanto à formação do novo governo, Rassic expressou céptico de que se poderia chegar a um acordo político e as eleições previstas são a opção mais real.
Não sou otimista para o governo. Grandes partidos acham mais fácil ir às urnas, enquanto nós, como pequenos partidos, temos muito mais dificuldade. No entanto, nesta situação, as eleições parecem a opção mais real”, disse Rassic.
Ele disse que se novas eleições forem realizadas, elas podem ser realizadas em meados de dezembro, ou no início de fevereiro.
“As pessoas estão cansadas, mas parece que só as eleições podem trazer uma solução para”, concluiu. /Periscópio/












